A Intertechne atua no projeto de modernização da Central Sul de Cahora Bassa (REABSUL2), em Moçambique — uma das mais relevantes usinas hidrelétricas da África. O contrato teve início em outubro de 2019, pouco antes do período de restrições globais impostas pela pandemia, o que marcou a evolução inicial do projeto em um contexto mundial atípico. O REABSUL2 dá continuidade a um primeiro ciclo de modernização realizado em 2007, conhecido como REABSUL1.
No consórcio liderado pela Sweco, a Intertechne é responsável pelos sistemas auxiliares elétricos, sistemas de comando e controle e por aspectos específicos da engenharia civil. “Trata-se de um contrato de consultoria com alto grau de especialização. Cada profissional é designado nominalmente, o que exige aprovação direta do cliente para qualquer substituição”, afirma Marcos Libert Westphalen, gerente do projeto.
A motivação inicial do REABSUL2 é a reforma dos geradores, que já atingem o fim de sua vida útil. Em paralelo, diversos outros componentes também passam por processos de modernização. “É um projeto com múltiplas frentes em desenvolvimento simultâneo. A central foi construída em caverna, com espaço muito reduzido, o que aumenta significativamente a complexidade das intervenções”, explica Marcos.
Além do escopo da central, existem outros contratos correndo em paralelo, como o firmado inicialmente com a Hatch para o projeto de modernização da subestação e do sistema de retificação (HVDC), e o contrato de gestão de interfaces conduzido pela Fichtner.
O conjunto das intervenções deverá estender a vida útil da usina por pelo menos mais 40 anos, além de ampliar sua eficiência e reduzir custos operacionais. As etapas incluem diagnóstico inicial, definição dos sistemas a modernizar, preparação dos documentos licitatórios e avaliação das propostas — processo vencido pela Andritz Áustria, atualmente desenvolvendo o projeto básico que antecede as intervenções nos cinco grupos geradores.
O cronograma geral prevê conclusão em 2033. A mobilização da equipe da Intertechne em campo está planejada para 2028, acompanhando o início da reforma da primeira máquina, com cerca de um ano de trabalhos por unidade.
Um dos principais desafios será conduzir as obras em paralelo com a operação da usina, exigindo coordenação detalhada da logística, do uso dos espaços e do compartilhamento de equipamentos, como as pontes rolantes. “Teremos momentos em que duas unidades estarão simultaneamente fora de operação, o que demanda alinhamento preciso entre operação, manutenção e modernização”, reforça Marcos.
O projeto envolve intensa cooperação internacional entre o consórcio Sweco-Intertechne, a Fichtner e a contratada responsável pela modernização da subestação.
A atuação em Cahora Bassa reafirma nossa expertise em empreendimentos de alta complexidade técnica no cenário internacional.


